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Porão do Rock 2000



O público do Porão do Rock teve a oportunidade de desfrutar de uma organização que nada deveu aos grandes festivais de qualquer país de primeiro mundo.

O fato de o evento ter sido realizado no estacionamento do Estádio Mané Garrincha, deu ao público, logo de início, facilidades de acesso e de estacionamento.

Descendo do carro, era possível se dirigir a qualquer um dos quatro amplos portões de entrada, onde estavam sendo distribuídos os ingressos gratuitos para quem não tinha o seu.

Uma vez dentro do festival era necessário apenas um pouco de condicionamento físico para conseguir percorrer as atrações presentes: feira mix, tenda eletrônica, muro de escalada, praça de alimentação e bares. Tudo distribuído em um oceânico espaço de 62.000m2.

Tei Silva, professora de artes e atriz, relata: “O espaço era imenso. Ninguém se atropelava para andar, nem na hora dos shows, e apesar da multidão me senti segura por causa do policiamento”.

350 seguranças bem equipados, além da presença das polícias Militar, Civil, Federal e da Delegacia de Costumes, deixaram tranqüilas as preocupadas mães de adolescentes, que não responderiam jamais a uma negativa de seus progenitores de ir ao evento. Em dois dias, com um público total de aproximadamente 130 mil pessoas não foram registradas ocorrências.

Uma ambulância do Corpo de Bombeiros e três tendas da Cruz Vermelha preocuparam-se apenas com alguns beberrões incontidos. Além disso, para os adeptos da cervejinha, as 80 cabines de banheiros químicos espalhadas por todo o espaço, foi um alivio. “Varias vezes, durante os shows, tive vontade de ir ao banheiro e não perdi quase nada porque haviam muitos perto do palco”, diz Célia Araújo, estudante do 3o semestre de sociologia na UnB.

O palco era uma espécie de iglu gigante de 270m2 com uma iluminação de 240.000 watts e um som de nada mais nada menos que 150.000 watts. Dois telões laterais detalhavam simultaneamente as performances dos artistas e transmitiam ao vivo informações diretas do back stage (bastidores) causando um verdadeiro deleite ao público.

Uma das boas novidades este ano foi o palco demo (palco secundário montado em frente ao principal), também muito bem aparelhado. Segundo Ulisses da G4 produções, este foi colocado devido às 187 inscrições de bandas. Mais do dobro do ano passado. Grande oportunidade para a galera nova no pedaço mostrar o seu trabalho.

Por fim, no back stage reinava a harmonia de um espaço cômodo para a imprensa e camarins confortáveis para os músicos, que faziam questão de destacar a qualidade da organização. Porém, Marcos Pinheiro, assessor de imprensa e colaborador no festival, reconhece que dificuldades existiram.

“A estrutura desta terceira edição do Porão foi imensa e os recursos financeiros acabaram sendo insuficientes”. Apesar disto, conclui de maneira positiva: “A criatividade e o talento da equipe superaram as dificuldades”.

Já Gustavo Sá da For Rock promoções faz a seguinte observação: “Óbvio que não foi perfeito. Somos muito perfeccionistas e vemos coisas que as outras pessoas não vêm. Apesar disto, acho que foi nota mil, pois o feed back do publico, imprensa e principalmente dos músicos foi altamente positivo”.

Para G4 e a For Rock, organizadores do Porão do Rock, aplausos da Capital do Rock! Pelo Porão do Rock no dia 8 e 9 de julho de 2000 mais de 20 bandas, entre elas, Penelope, Raimundos, Lobão e etc.




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